Lifestyle

Por Redação 14.02.2020

Isa.Bot: robô virtual ajuda mulheres vítimas de violência na internet

A violência contra as mulheres não é exclusiva do “mundo real”. No ambiente online, a agressão vai além de xingamentos e ameaças, que por si só já são graves, e avança para o vazamento ilegal de dados, exposição de conteúdo pessoal e difamação das mais diferentes maneiras, deixando diversas mulheres fragilizadas e sem um amparo correto, já que muitas delas nem mesmo estão cientes de que sofreram um tipo de violência.

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Com a intenção de criar um ambiente seguro para denúncia e informação, os projetos Conexões que Salvam e Mapa do Acolhimento criaram a Isa.Bot, um robô virtual que pode ser utilizado por meio do Messenger do Facebook ou do Google Assistente do smartphone – tudo por meio de um bate-papo interativo.

A ferramenta oferece apoio direcionado para três grupos. A primeira opção é “Ajuda agora”, com informações para mulheres que sofreram algum tipo de violência online e precisam de apoio imediato. Nesta opção, são disponibilizados links com informações sobre o que fazer em diferentes casos e ferramentas para encontrar profissionais que podem ajudar.

Na segunda opção, “Saber mais”, há informações sobre como identificar e denunciar casos de violência online, dados sobre delegacias de crimes cibernéticos em diferentes estados e espaço para o esclarecimento de dúvidas.

Por último, existe a opção “Modo ativista”, voltada para jornalistas, militantes, líderes comunitárias e outras mulheres da área que têm mais chances de sofrer com esse tipo de violência. Essa janela de conversa com a Isa.Bot fica disponível por meio da utilização de uma palavra-chave, adquirida ao entrar em contato com o e-mail ola@isabot.org.

A violência contra as mulheres pode assumir várias formas no ambiente virtual, como invasão de conta, sextorção (chantagem sexual utilizando informações ou imagens da vítima), pornovingança, entre outras. Independentemente do caso, é importante saber que tipo de atitude tomar para garantir o mínimo de trauma possível. Nesses casos, pessoas de confiança e um grupo de apoio são de grande ajuda.

A ferramenta tem sua criação em um contexto complexo. De acordo com dados disponibilizados pela ONG SaferNet, o número de denúncias de crimes relacionados à violência contra a mulher na internet foi de 961 denúncias em 2017 para 16.717 em 2018. Isso não quer dizer, necessariamente, que a quantidade de crimes cresceu, mas, sim, que a quantidade de mulheres que fizeram denúncias foi maior. Esse número é um exemplo de como a informação e a conscientização são importantes, permitindo que as próprias mulheres consigam entender a violência sofrida.

Com maior atenção voltada para os problemas presentes também no mundo online, cada vez mais profissionais que cursam análise e desenvolvimento de sistemas EAD ou presencial, bem como outros cursos de tecnologia, estão se dedicando a criar aplicativos e sites que prestam mais suporte para questões sociais, tão importantes para os mais diferentes grupos.

 

  • foto: pixabay