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Galeria Raquel Arnaud abre a exposição “Pinturas”, de Célia Euvaldo

Obra de Célia Euvaldo – Foto: Divulgação

A Galeria Raquel Arnaud abre no nesta quinta-feira (11.05), às 18h, a exposição “Pinturas”, de Célia Euvaldo. Desde a década de 1980, reconhecida por sua restrição cromática, a artista dá sequência a uma nova fase de seu trabalho, iniciada há cerca de cinco anos, com sua individual anterior apresentada na galeria, como explica o curador Rodrigo Naves.

“Por quase três décadas, tanto em desenhos quanto em pinturas, Célia limitou-se a usar os pretos e os brancos. ‘Limitar-se’ aqui significa tirar a maior força e complexidade estética possível dos seus materiais”, afirma Naves. “Em 2018, em exposição na Galeria Raquel Arnaud, as cores passam a ter mais presença em suas telas, convivendo e se estranhando com pretos e brancos”, acrescenta Célia.

Se na mostra anterior o preto ganhava destaque, com camadas espessas e estriadas contrastando com cores suaves e diluídas, nas novas obras o branco denso – por vezes aplicado à tela com vassoura – é acompanhado por cores intensas e diluídas, em uma composição inédita na carreira da artista.

Obra de Célia Euvaldo – Foto: Divulgação

“Os trabalhos que usavam os habituais pretos e brancos já criavam diferenças, sobretudo pelo modo de acolher a luz. Com o emprego das cores, sem abdicar da sutileza, tenho a impressão de que a artista se decidiu a acentuar incompletude e desequilíbrio, tão correntes em nossos dias, mas que apenas alguns trabalhos de arte tornam possível vislumbrar”, diz Naves.

Em cartaz até 15 de julho, “Pinturas” ocupará os dois pisos da Galeria Raquel Arnaud. No térreo, serão apresentadas nove telas, de médio e grandes formatos, produzidas entre 2019 e 2023. No segundo piso, o visitante poderá assistir a “Cadernos Chineses”.

São dois vídeos, exibidos em looping, em que a artista passeia por desenhos a nanquim, guache e acrílica feitos em papel ultra-absorvente. Por deixar a tinta vazar muitas vezes para o verso ou as bordas da folha, cada página tem relação com a anterior e a seguinte, no desenvolvimento do desenho e na relação com as manchas ou sombras de outra página. Assim, a sequência dos desenhos estabelece o ritmo dos cadernos.

A mão virando as páginas materializa o gesto da artista e o único som audível é o folhear dos cadernos. Com desenhos produzidos de 2015 a 2020, os dois cadernos também estarão em exposição na galeria.

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