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Cannes: saiba quais são os filmes brasileiros no festival

Cena de “A Flor do Buriti”, da brasileira Renée Nader Messora. Filme concorre na segunda mostra competitiva de Cannes – Foto: Divulgação/Embaúba Filmes

Três produções brasileiras marcam presença no Festival de Cannes, que acontece de 16 a 27 de maio, na França. Um dos filmes, inclusive, concorre ao prêmio de maior prestígio do evento: “Firebrand”, do diretor cearense Karim Aïnouz, está na competição pela Palma de Ouro.

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“FIREBRAND”, DE KARIM AÏNOUZ

O cearense Karim Aïnouz (“Madame Satã”, “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo”) concorre à Palma de Ouro, principal prêmio do festival, com “Firebrand”, seu primeiro filme em língua inglesa. O longa traz Jude Law e Alicia Vikander no elenco e fala sobre o casamento do rei Henrique VIII com sua última esposa, Katherine Parr.

No Festival de Cannes de 2019, o diretor ganhou o prêmio Un Certain Regard, com o longa “A Vida Invisível”, adaptação do romance ”A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, escrito por Martha Batalha.

“A FLOR DO BURITI”, DE RENÉE NADER MESSORA

A paulistana Renée Nader Messora assina a direção de “A Flor do Buriti” com o português João Salaviza. Filmado ao longo de 15 meses, o longa aborda os conflitos de terra em aldeias no norte do Tocantins. “’A Flor do Buriti’ atravessa os últimos 80 anos dos Krahô, dando a conhecer ao espectador um massacre ocorrido em 1940, onde morreram mais de dezenas indígenas. Perpetrado por dois fazendeiros da região, as violências praticadas naquele momento continuam a ecoar na memória das novas gerações” , diz a sinopse.

O longe integra Un Certain Regard, segunda mostra competitiva de Cannes. A diretora também passou por Cannes em 2018, quando estreou o longa “A Chuva é Cantoria na Terra dos Mortos” e venceu o Prémio Especial do Júri.

“RETRATOS FANTASMAS”, DE KLEBER MENDONÇA FILHO

O pernambucano Kleber Mendonça Filho (“Bacurau”, “Aquarius”) está de volta ao festival de Cannes pela quarta vez com “Retratos Fantasmas”, que será exibido em sessão especial, fora de competição. O quinto longa do diretor retrata a história do centro de Recife por meio dos cinemas de rua da cidade. Foi desenvolvido ao longo de sete anos de pesquisa, filmagens e montagem.

O cineasta estreou em Cannes com “Vinil Verde”, em 2005, em Quinzaine – uma seleção paralela ao festival principal. Em 2016, “Aquarius” concorreu à Palma de Ouro, principal categoria do evento. e “Bacurau” (2019) levou o Prêmio do Júri, a terceira premiação mais relevante.

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