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Pato Fu solta 2º lote de inéditas pelo seu aniversário de 30 anos

Pato Fu – Foto: Íris Zanetti

Três meses após o lançamento dos singles “Curral Mal-Assombrado”, “A Besta” e “No Silêncio” em outubro do ano passado, Pato Fu está de volta com mais três faixas inéditas nessa sexta-feira (20.01). Essas músicas, já disponíveis nas plataformas digitais via ONErpm, fazem parte das comemorações de 30 anos do grupo.

Ouça “Silenciador”, “Fique Onde Eu Possa Te Ver” e “Regresso”.

As novas faixas continuam trazendo mais da experimentação já tradicional do Pato Fu, mas, também – em tom de celebração – incluem memórias de sua carreira na produção e nas letras. Com temas que variam da política a relações interpessoais, os singles novos, “Silenciador”, “Fique Onde Eu Possa Te Ver” e “Regresso” trazem algo novo para a banda.

Formada por John Ulhoa, Fernanda Takai, Ricardo Koctus, Xande Tamietti e Richard Neves, a Pato Fu continua, com esse lançamento, sua jornada de comemoração de 30 anos, que irá resultar em um novo EP da banda e na turnê “Pato Fu 30 Anos”.

Como também aconteceu com os três primeiros singles desse projeto, as capas desses novos também foram ilustradas pelo artista Bruno Honda, que construiu uma narrativa com seus desenhos – essa que será completamente revelada na capa do EP final.

Abaixo, os integrantes do Pato Fu apresentam cada uma das novas músicas.

“Fique Onde Eu Possa Te Ver”, composta pelo guitarrista John Ulhoa, é uma homenagem a amigos e “pessoas que queremos bem”, comenta o artista. “Durante a pandemia vi muitos amigos em meio à depressão, à falta de grana, e ao próprio adoecimento pelo vírus. É uma canção para mandar um abraço a essas pessoas”, relata.

“Como curiosidade, parti de riff de guitarra que compus quando comecei a tocar, há quase 40 anos. Se levar isso em conta, é meu novo recorde de música que levou mais tempo pra ficar pronta!”, também conta Ulhoa.

Composta por Fernanda Takai, “Regresso” foge das relações interpessoais e fala diretamente sobre autoexploração e autoconhecimento. Nessa faixa, a vocalista traz também um pouco de sua carreira solo, tendo sua origem “em alguns versos de meu parceiro Climério Ferreira, poeta piauiense presente em meus discos solos”, segundo Fernanda.

“Ele aparece pela primeira vez num disco do Pato Fu, na faixa produzida por Dudu Marote que traz um ambiente pulsante, sugerindo um mergulho pra dentro de nós mesmos”, afirma a artista.

“Deus fala pelo cano de meu revólver / E a bíblia é o meu silenciador”, esses são versos da primeira estrofe de “Silenciador”, que carrega o peso político dessa segunda leva de singles. Conectando essa faixa com a situação político-religiosa presente no governo do ex-presidente Bolsonaro, Ulhoa associa a exploração da fé com poder e violência.

“Recentemente acho que cheguei a bom termo com a religiosidade de muitos amigos, das mais variadas correntes. Inclusive com a função social de muitas instituições denominadas ‘cristãs’. Mas, para minha tristeza, isso veio justamente no mesmo momento histórico da mais virulenta mistura de política e religião que já testemunhei”, explica o guitarrista.

“Dizem que a fé move montanhas, mas quando é usada para validar violência e preconceito, não é de fé que se trata, o nome é outro”, finaliza.

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