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Instasérie “Alta Sociedade Baixa” foi criada pelo “horror de não poder sair de casa”; assista

Por André Aloi

O ócio criativo de Rodrigo Pitta e Mariana Jorge durante a pandemia do novo coronavírus garante boas gargalhadas na estreia de “Alta Sociedade Baixa”, instasérie (formato voltado para o Instagram) de 12 episódios, com um novo a cada sexta-feira até julho. Samantha Schmütz, Adriane Galisteu, Theodoro Cochrane, Leonardo Miggiorin e Pablo Morais são alguns dos atores do projeto.

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“A ideia veio do horror de não poder sair de casa”, afirma a diretora Mariana Jorge em entrevista ao RG. “Ao mesmo tempo, veio da vontade de realizar um projeto em um formato que além de inovador, era também meio impossível, por se tratar de um casting estelar com contratos difíceis”, completa. Ao lado do sócio, Rodrigo Pitta, a ideia foi montar um projeto independente em que pudessem se divertir. “Preenchendo a cabeça com trabalho mesmo sem grana”, completa ele.

Totalmente produzida no período de isolamento (e gravada antes do episódio envolvendo a festa de algumas influencers), um grupo da high society está tramando uma “Corona Party”, apelidada de baile de máscaras. O elenco conta ainda com Reynaldo Machado, Tom Cavalcante, Karol Conká, Glamour Garcia, Gustavo Mendes e Gorete Milagres. Leia a íntegra da conversa:


RG: O que a quarentena os fez mudar na rotina?
Rodrigo Pitta:
Mudou tudo. Estava às vésperas de estrear um musical (com vinte atores no elenco fora toda a equipe). A três semanas da estreia me vi, sem espetáculo e sem projeto. Fiquei com medo de não conseguir exercer o que mais amo, escrever e filmar. Foi assim que tive a ideia e logo dividi com a minha sócia, Mariana, a ideia de uma instasérie, feita indoor. Um projeto onde a gente pudesse se divertir, preenchendo a cabeça com trabalho mesmo sem grana. E foi assim que tudo nasceu, do impulso de não parar.

RG: Como é participar de algo assim, comandado à distância?
Mariana Jorge:
A ideia veio do horror de não poder sair de casa! Mas, ao mesmo tempo, veio da vontade de realizar um projeto em um formato que além de inovador, era também meio impossível, por se tratar de um casting estrelado com contratos difíceis. Mas, mesmo assim, conseguimos uma brecha pra juntar (virtualmente) os atores. Todo mundo tava com sangue nos olhos pra tudo, e também com vontade de esquecer um pouco da tristeza que o isolamento e dor desse momento traz a todos do planeta.

RG: Qual a importância de continuar produtivo nesse período?
Pitta:
Não deixar que o marasmo e a solidão tomem conta da sua vida. Precisamos nos apegar à tecnologia mais do que nunca para nos mantermos sãos e aprendermos outras formas de amar, de se divertir, de conhecer gente, de se tocar e viver. Somos camaleões por natureza, vamos sobreviver.

O primeiro episódio já está no ar. Confira:

 

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MAIS INFOS
A série é dirigida por Rodrigo Pitta e Mariana Jorge, que comandaram as gravações que atores e diretores filmaram em suas casas em Miami, Los Angeles, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. A abertura tem arte de Vinicius Fragoso, e remix da faixa histórica de Cazuza , “Burguesia”, feito pelo Dj e produtor Gaspar Muniz, filho do artista Vik Muniz.

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