Cultura

Por Redação 25.07.2019

Peça “Simples Assim” estreia em 6 de setembro

Baseado na obra de Martha Medeiros, a peça “Simples Assim” estreia no próximo dia 6 de setembro, às 21h, no teatro Frei Caneca. O texto foi adaptado pela própria autora, ao lado de Rosane Lima. No elenco estão Julia LemmertzGeorgiana Góes e Pedroca Monteiro, sob a direção de Ernesto Piccolo. Na capital paulista serão apenas 12 sessões de sexta a domingo, até dia 29 de setembro, com ingressos a partir de R$ 25, depois segue turnê em cinco capitais brasileiras.

Sucesso de público e crítica no Rio de Janeiro, a peça é marcada por histórias entrelaçadas e apresenta figuras simultaneamente distópicas e reais, como um casal que apenas interage pelo celular, uma mulher que contrata uma dublê de si mesma e uma jovem que decide viajar para Marte e abandonar o amante. Em todos os casos, há espaço para uma indagação: para onde foi a simplicidade do afeto tête-à-tête? O enredo traz reflexões sobre a roda da vida e os humanos em meio ao caos moderno, à solidão tecnológica, soterrados por informações e desencontros. 

A comédia reflete sobre o cotidiano, com muito humor e afeto, como é usual na obra da escritora, uma das mais celebradas cronistas brasileiras. Os atores se revezam em vários personagens, em dez cenas, numa estrutura inspirada em “A Ronda“, clássico do austríaco Arthur Schnitzler. 

“Trazemos o espírito meio esquizofrênico desta época. A vida é difícil, mas a simplicidade salva. Corruptos existem, mas eles nada podem contra a morte. A tecnologia nos domina, mas o amor segue imperioso. Tudo se entrelaça. É um texto para rir e pensar sobre essa birutice toda”, comenta Martha.

Para Julia, a autora tem a capacidade de falar sobre coisas profundas de uma forma muito direta, conseguindo radiografar, através de suas crônicas, o caos dos dias atuais. “Está todo mundo muito conectado em redes, links, mas pouco conectado com a pessoa que está do seu lado, com o presencial, o aqui agora. A peça vai colocando situações para que você reflita como é estar nesse mundo com essa quantidade de informação, de solicitações e como você se forma humano nisso. Como você permanece humano dentro de tanta demanda”, aponta.

  • Foto: Victor Hugo Cecatto