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Enchente: Itália salva duas obras de Miró em tempo recorde

A histórica enchente que atingiu Veneza, na Itália, na semana passada, danificou duas telas do espanhol Joan Miró, uma vez que o museu Falazo Zagari foi gravemente afetado pelas águas, na noite da segunda-feira (29.10).

Mas uma boa notícia apareceu nesta segunda-feira (05.11) quando foi anunciada a restauração das duas pinturas em tempo recorde para que pudessem participar de uma exposição no próprio Falazo Zagari, que começou na quinta-feita (01.11).

Funcionários do museu pensaram que as telas, que valem 1 milhão de euros (R$ 4,25 milhões), estavam a salvo no aumento em que o nível da água começou a subir, uma vez que as obras estavam armazenadas no segundo andar do prédio.

Mas na noite da segunda-feira (29.10), eles descobriram que as peças haviam sido encharcadas devido a uma outra fonte: o vazamento de uma pia – a forte chuva afetou o encanamento de um dos banheiros do terceiro andar, causando a tragédia. Com o acúmulo da água, duas obras sem nome produzidas em 1975 e 1985 foram danificadas.

Ao notarem o que ocorrera, as duas pinturas foram rapidamente despachadas para a fábrica de Scassa, em Asti, no noroeste da Itália, para restauração de emergência. Os técnicos as mergulharam em um tanque de água purificada com calcário, cheio de ervas naturais, enxaguando-as a cada hora até que voltassem à antiga forma. Deu certo!

Mauro Rigon, CEO da exposição, disse que as obras foram secas e voltaram ao museu “bem a tempo da inauguração”, na sexta-feira (01.11). Agora elas estão expostas na mostra “De Kandinsky a Botero, All in One Thread” até 1º de maio de 2019, ao lado de outras cem telas de artistas como Fernando Botero, Giorgio de Chirico, Salvador Dali, Henri Matisse e Andy Warhol.

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