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Alma rolinga: depoimentos e histórias de fãs dos Rolling Stones

Já ouviu falar em rolinga? Soa familiar, não? Nesses dias de show dos… Bingo! Rolinga é bem isso que você está pensando. Na verdade, até um pouco mais. O termo nasceu na Argentina e designa não só fãs dos Rolling Stones como toda uma tribo urbana fanática pela banda e pela cultura que gira em torno dela.

Aqui no Brasil, não existe nenhum termo similar, mas não faltam rockeiros fanáticos pelos britânicos – nestes últimos dias, então… RG conversou com alguns deles e relata, a seguir, seus depoimentos – o nosso tipo de esquenta para o segundo show dos Stones, logo mais, no Estádio do Morumbi, em SP. Confira!

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BRUNO GAGLIASSO
Sou fã porque me identifico, cresci ouvindo e vendo. Li e leio muita coisa sobre eles…. Entrevistas, livros, suas biografias… São, para mim, os reis do Rock ⚡

SABRINA SATO
Para Sabrina, eles são o tipo de banda que, na hora em que começa a tocar, você naturalmente canta junto. “Faz parte da família. Todo mundo gosta: a mãe, a tia… Impressionante. Uma amiga de 18 anos pediu para vir e até minha tia-avó”, brincou. “Eles são uma lenda e estão aqui, bem na nossa frente”.

GUILI ALVES DE LIMA
Guili é um autêntico rolinga. Do tipo que persegue os caras onde quer que estejam. Seu primeiro show foi uma aventura. “Em 1994, na tour Voodoo Lounge, fomos de limosine com um motorista gigante, de Uganda e que não sabia o caminho do estadio de New Jersey. Chegamos atrasados para caramba. Já naquela época os Stones eram lendas vivas sobreviventes. Lembro do Paulo dizendo: pô, os caras te mais de 50 e estão com todo esse gás!”, conta.

Em 1995, quando a tour passou por SP, repetiu a dose. “Choveu como nunca, estádio quase vazio, todos ensopados e o show rolou com muita energia. Quem é Rolinga e de São Paulo estava lá!”.

Guili também não faltou à tour “Bridges to Babylon”, em 1998, no Ibiraquera. “Fui com o Patrick Woodroffe e o Cesio Lima, lightning designers dos Stones. Entramos pelo backstage, subi no palco, beijei a bateria do Charlie e assistimos o show da house mix, tomando whisky e mixando a luz. Foi inesquecível”.

Em 2006, na Bigger Bang Tour, ele diz que se fantasiou completamente de rolinga. “Na época, minha agência atendia a patrocinadora do evento, e fiquei hospedado no Copa. Maior show da historia da banda, mais de 1 milhão de pessoas. Depois do show, estava tomando uma no bar do copa e encontro a Lisa Fischer, backing vocal que canta demais em “Gimme Shelter”. Chamei ela para um papo, mas estava tão fantasiado de rolinga que ela tomou um puta susto e chamou a segurança. No final, entendeu que não era nada de mais e por ali ficamos para uma conversa única”, descreve.

Agora, apesar da turnê Olé ter recém aterrissado no Brasil, Guili já tem história para contar. “Fui com minha mulher, Nina Rolinga Sander, para a fazenda da Co Overmeer e do Luiz Pastore, na Argentina. Os dois amigos dos Stones e rolingas de longa data. No dia do show em La Plata fomos todos de van, uma puta chuva. Rolingas argentinos, brasileiros, pequenos e uma viagem esquema Stones. Antes do show, tinha uma tenda super rockeira, decoração incrível e um quiz sobre Los Stones. O show parecia uma onda humana, todos pulando, cantando. Pegamos carona com um rolinga argentino muy amigo, que veio dirigindo tomando todas. Eu dizia: ‘tengo hijos, vai devagar!’ E ele: ‘estas con miedo Guille! No éres un rolinga?'”

Guili, é claro, foi ao show na quarta (24.02), e estará lá novamente neste sábado (27.02). Para curtir o show da banda e colecionar mais histórias rolingas…

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