Top

Téo, três anos, barrado em avião

Voo com neto de Deborah Colker é impedido de decolar devido a doença não-transmissível e despreparo da tripulação. RG não deu

Despreparo e falta de profissionalismo não são novidades quando falamos do sistema aéreo brasileiro. Extravio de bagagens, pouca informação e mau atendimento são realidade em voos e aeroportos. E a pouca habilidade não escolhe quem atinge – nem mesmo quando atinge uma criança.

Téo tem três anos, é filho de Peu e Clara Colker, filha de Deborah Colker, e sofre com uma doença de pele não-contagiosa, chamada epidermólise bolhosa. A doença é responsável por aumentar a sensibilidade da pele, que se irrita facilmente à menor fricção (irritação que gera, inclusive, bolhas e úlceras visíveis por qualquer um). O menino se preparava para decolar na tarde dessa segunda-feira (19.08) de Salvador para o Rio, no voo 1556 da Gol Linhas Aéreas, quando foram impedidos pela tripulação de viajar sem atestado médico que confirmasse a segurança da doença de Téo.

A situação envolveu a tripulação e os passageiros do avião – que já estava com as portas fechadas (o relato completo você confere no Facebook de Deborah). Foi necessária a intervenção de uma passageira médica que teve de assinar o atestado de próprio punho, conferindo a segurança da doença de Téo para que o voo decolasse, com mais de uma hora de atraso e após excessivo constrangimento, relatado por Clara.

Segundo Deborah Colker, o presidente da Gol já ligou para ela pedindo desculpas. E, de qualquer forma, não é questão de se desculpar ou não: é de se estruturar. Se existisse uma preocupação que não fosse superficial, ou, novamente, retrato de despreparo, as companhias deveriam ter uma equipe médica a postos. Ou, ao menos, um treinamento para impedir esse tipo de tratamento.

Mais de