Por Maíra Goldschmidt
Eu já sabia que gostava de mudar de cor e corte de cabelo, mas não tinha reparado o quanto até a festa de aniversário de um ano do filho de uma amiga. Naqueles vídeos em que mostram várias fases da criança – do chá de bebê ao fim de semana anterior – apareci cinco vezes. Nas cinco ocasiões, estava completamente diferente. Note: a criança só tem um ano! Enquanto minhas amigas estavam apenas levemente mais bronzeadas ou loiras, geralmente pelas mãos de Marcos Proença, alternei o meu castanho cacheado natural com o curtinho Jean Seberg, escuro ou megaplatinado, com a raiz aparecendo, sem raiz… E por aí vai.
Nos últimos cinco meses, estimulada pela minha fiel cabeleireira Roseane Goes, que foi fazer um curso em Londres e voltou cheia das tinturas, as mudanças foram mais radicais: fui cor de rosa, rosa e azul (ao mesmo tempo sim!) e roxa com suas variações de lilás. É divertido. Atrapalha só um pouco quando algumas pessoas não me reconhecem, mas tudo bem. Acho que todo mundo devia ter um momento mais lúdico na vida. Que é curta, não? Sei que é uma sorte ter uma profissão que não exige as formalidades de alguém que trabalha em banco, por exemplo, claro, mas e se você aproveitar as férias para colocar uma corzinha nos fios? Hein, hein? Já pensou?
Considerações importantes: para não ficar aquele colorido adolescente, é fundamental ter um profissional cuidando da cor. Meu cabelo nunca caiu, não ficou manchado, nem ressecou. Mas tudo isso pode acontecer. O platinado é o mais sofrido porque o descolorante queima o couro cabeludo, então, não tente – MESMO – fazer em casa. Tenho amigas que são alérgicas, é preciso testar a tinta antes. A manutenção também não é barata. No CKamura, que é onde faço, a descoloração custa entre R$ 500 e R$ 1 mil; já a tinta, pode chegar a R$ 600. É um investimento.
Como uma peça de roupa que você vai usar todo dia – precisa gostar mesmo do resultado final.
Na galeria, algumas fotos do último ano e as referências para chegar a cada um. Siga a seta e, sei lá, inspire-se!