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Por Marcela Palhão 15.04.2018

Titanic: seis teorias da conspiração que explicam o acidente marítimo

Neste domingo (15), faz 106 anos que o Titanic afundou. O acidente mais marítimo da história deixou mais de 1.500 vítimas. Depois do filme homônimo, todos sabem que a embarcação bateu em um iceberg na costa de Newfoundland durante sua viagem inaugural com destino a Nova York.

Será mesmo? Diversas histórias foram elaboradas para contar os ‘verdadeiros’ fatos sobre o acidente. Conheça seis das mais famosas teorias da conspiração sobre o destino final do Titanic

O Titanic foi amaldiçoado por uma múmia
Segundo a lenda, depois de ser retirada do Egito, uma princesa mumificada deixou um rastro de destruição por toda Inglaterra. Eventualmente, a múmia foi comprada por um arqueólogo americano, apesar do avisos dados por seus pares britânicos. Só que o artefato nunca chegou ao seu destino final. Por quê? Dizem que a carga afundou junto com o navio que o transportava.

Apesar de espetaculosa, a história não passa de fantasia. Segundo o site Snopes, especializado em pesquisar lendas urbanas, não havia nenhuma múmia na lista de passageiros ou bagagens. Além disso, o Museu Britânico nunca foi dono dessa peça, apenas da tampa do sarcófago, que continua em exposição até hoje, Mas até hoje,  há quem acredite nessa teoria.

O acidente foi causado por um ataque submarino
Mesmo tendo afundado dois anos antes do ínicio da Primeira Guerra Mundial, existe uma crença que o navio tenha sido atacado por um submarino alemão. Apesar da falta de provas, a história é plausível. Segundo artigo escrito no site The Huffington Post pelo doutor Franklin Ruehl, diversos sobreviventes disseram ter visto uma embarcação nas proximidades dos destroços do Titanic, o que pode ter sido o submarino checando o incidente que havia causado. Ruehl acredita que o navio pode ter sido um alvo do submarino, mas também pode apenas ter sido atingido por acidente.

O navio carregava uma mensagem secreta
Uma das teorias afirma que o Titanic afundou por causa do seu número: 3909 04. Segundo os trabalhadores católicos da Harland and Wolff – empresa que construiu o navio -, quando olhado de ponta cabeça, o número se parece com a frase “NO POPE”, algo como “sem Papa”. Assustados, os trabalhadores achavam que a blasfêmia poderia causar problemas ao navio.

Mas há dois fatores que desmentem a história. Além de o verdadeiro número do navio ser 401, não haviam trabalhadores católicos na construtora naquela época. Segundo o livro “The Invention of the White Race”, os funcionários protestantes da empresa fizeram um grande ataque contra todos que se diziam católicos. Por fim, a Harland and Wolff ganhou a reputação de apenas empregar protestantes.

O Titanic nunca afundou
Parece loucura, mas a história é bem plausível. Essa teoria diz que o navio que afundou era na realidade o Olympic, embarcação muito parecida e que antecedeu o Titanic. Segundo Robin Gardiner, pesquisador e autor do livro “Titanic: The Ship That Never Sank?”, a história popular não passa de uma fraude de seguros da empresa que detinha os navios.

Tudo começou quando o Olympic bateu em um navio de guerra e foi culpado pelo acidente depois de uma investigação. Isso impossibilitou que a International Mercantile Marine Co., dona das embarcações, recebesse o seguro do acidente. Gardiner diz que o Olympic foi restaurado e renomeado como Titanic para que a empresa pudesse receber o seguro quando ele afundasse.

Enquanto isso, o autêntico Titanic assumiu o papel do Olympic e continuou navegando normalmente até ser aposentado em 1935.

O golpe do seguro, segundo Gardiner, saiu do controle quando ao invés de afundar lentamente e ao lado de um barco de resgate como planejado, o ‘Titanic’ atropelou a embarcação que salvaria a tripulação, levando os passageiros a pensar que haviam colidido com um iceberg.

O blog Ultimate Titanic, todavia, desmente a história, e afirma que todas as peças retiradas do acidente vinham com o número de construção 401, enquanto as peças do Olympic eram numeradas como 400. O livro “Conspiracies at Sea: Titanic and Lusitania” endossa a história, e afirma que todas as peças do Olympic foram vendidas depois que ele foi desmontado – nenhuma sob a numeração 401.

JP Morgan foi o verdadeiro culpado pelo acidente
JP Morgan era um banqueiro e colecionador de arte muito poderoso que queria estabelecer o Banco de Reserva Federal nos Estados Unidos, mas foi impedido pela oposição do milionário John Jacob Astor, do magnata da mineração Benjamin Guggenheim e do co-proprietário da Macy’s, Isidor Straus. Os três inimigos de Morgan morreram no acidente marítimo – Astor em uma jangada, Straus ao lado de sua esposa e Guggenheim jamais foi encontrado.

O curioso é que Morgan escapou do acidente ao desistir da viagem na última hora. Além disso, ele era dono da IMM, que por sua vez possuia a White Star Line, que gerenciava três embarcações: Britannic, Olympic e Titanic. Segundo o jornal Pittsburgh Post-Gazette, ele decidiu ficar na Europa para comprar tapeçarias para sua coleção de arte. O plano tinha como objetivo tirar do caminho de Morgan os três poderosos que se opunham à abertura do Fed.

O Titanic foi alvo de um incêndio
Essa teoria diz que um incêndio causado antes da partida do Titanic enfraqueceu a estrutura da embarcação. Por isso, o navio não aguentou o baque contra o iceberg. Segundo o jornalista Sean Molony, os funcionários não poderiam falar do incêndio, que aconteceu três semanas antes do inicio da viagem, para não assustar os passageiros.

“Temos especialistas em metalurgia que afirmam que quando se atinge uma determinada temperatura contra o aço, ele se torna mais frágil, reduzindo sua resistência em até 75%”, explicou o jornalista ao jornal britânico The Independent. O jornalista aponta a existência de fotos nas quais é possível enxergar marcas de fogo para endossar e sua teoria, e diz que no dia do embarque, o lado mão afetado do navio recebeu os passageiros, enquanto o lado danificado ficou virado para o mar.

  • O Titanic colidiu com um iceberg em 15 de abril de 1912 Foto: Reprodução / Business Insider