Cultura

Por Mariana Gonzalez 22.03.2018

O que esperar da série “O Mecanismo”, original brasileira da Netflix

“Vinte anos de Polícia Federal. Deu pra comprar um carro usado para a minha mulher e um sítio no interior do Paraná”. Assim começa a narrativa da segunda produção brasileira da Netflix, “O Mecanismo“, que estreia nesta sexta-feira (23) sob direção de José Padilha.

A convite da Netflix, RG assistiu em primeira mão o episódio de estreia da série, durante o coquetel de lançamento nesta quarta-feira (21) em São Paulo.

A primeira fase da produção se passa em 2003, contando a história de um policial honesto e muito impulsivo, Marco Ruffo (Selton Mello), tomado pelo desejo de prender o amigo de infância e agora empresário corrupto Roberto Ibrahim (Enrique Díaz).

Já nas primeiras cenas, ele se mostra frustrado com o pouco que conquistou em tantos anos de carreira, especialmente com o risco que as investigações colocam sobre sua família, enquanto empresários “sem emprego e sem formação” acumulam milhões.

Corta a cena para a segunda fase, em 2013, quando Ruffo está aposentado e o Brasil vive o início das investigações da Operação Lava-Jato e dos desvios de dinheiro na estatal “Petrobrasil”.

Roberto Ibrahim continua solto, diretamente envolvido nas campanhas presidenciais que reelegeram a sucessora do presidente “Duda”, e cabe à investigadora Verena (Carol Abras), liderar as investigações que vão mudar o rumo do país e da vida dos protagonistas.

À exemplo da vida real, a Polícia Federal de “O Mecanismo” é retratada como a instituição dos dos bons e dos justos – enquanto isso, o Ministério Público e a classe política entram como antagonistas, como em um filme pouco complexo de heróis e vilões.

“Altamente ficcional”

Apesar dos nomes e datas fazerem referência a fatos reais da história recente do país, atores e produtores fazem questão de frisar que a obra é “altamente ficcional”.

Feliz por participar o lançamento de “O Mecanismo” em São Paulo, cidade onde nasceu e se formou atriz, Carol Abras conversou com RG sobre sua personagem, a investigadora Verena.

“Os protagonistas vivem dilemas altamente complexos, que estão na linha do ético e do moral, isso costuma gerar empatia e identificação do público e, por isso, estamos muito animados”, disse.

Diferentemente do que acontece na vida real, a investigação na série é liderada por uma mulher. “Isso é fundamental, especialmente nesse momento político. É muito importante encararmos com naturalidade uma mulher nesse papel de liderança”, comemora.

 

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