Cultura

Por Redação 22.11.2017

A revolução do conteúdo também acontece no Brasil

O que Bjork e Thom Yorke têm em comum? Além da sonoridade parecida em seus nomes, ambos contam com um talento incomum para desafiar e inovar a indústria musical, um mercado cuja dinâmica e habilidade disruptiva parece enfraquecer-se ao longo dos anos. À frente do Radiohead, Yorke surpreendeu a todos quando, em 2007, rompeu com  as gravadoras e distribuiu um álbum pelo próprio site, incentivando fãs a pagarem o quanto achavam merecido. Em 2015, juntou-se a Phil Barry, ex-produtor musical da Warner, para distribuir seu disco solo – Tomorrow’s Modern Boxes – via Bittorrent, um aplicativo para compartilhamento gratuito de conteúdo.

Hoje, Barry investe na Ujo, uma empresa que propõe dar autonomia aos criadores de conteúdo e seus clientes. Bjork, por sua vez, lançou seu novo álbum incentivando o público a  efetuar o pagamento via criptomoedas – a inovação da vez, que elimina a necessidade de bancos e outros intermediários para as transações financeiras.

Tecnologias à parte, o que impulsiona Bjork e Yorke, além de dezenas de outros músicos e empresas, é mais do que uma ingênua busca pelo novo. Nas mãos de iniciativas como estas está o futuro da indústria –  não apenas musical, mas de todo o entretenimento. E entre as empresas que despontam como destaques desta onda de inovação, está uma brasileira: a Paratii é uma plataforma descentralizada de distribuição de vídeos online, incubada na Bossa Nova Films. Esqueça os sites em hoje você assiste a seus vídeos favoritos: a Paratii dará mais valor aos criadores e a todo o público, apostando benefícios para ambos. A iniciativa foca seus esforços em estreitar laços com produtores de conteúdo independente, publishers e setores do mercado publicitário que acreditem num futuro mais descentralizado para uma atividade econômica que pode ganhar tanto com a desintermediação. “Quando tratamos usuários como membros de uma rede democrática e equiparamos a atenção deles a um ativo real, que anunciantes compram, podemos pensar em modelos de negócio completamente diferentes dos atuais, exploratórios e sobretaxados”, explica Paulo. “Já pensou se todo mundo que assistisse a uma certa novela no celular pudesse ser remunerado por ajudar a levar aquele conteúdo adiante?”, complementa.

 

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